Como dividir um PDF para o PJe em 4 passos
A ferramenta acima faz a divisão no seu navegador. O arquivo não é enviado para nenhum servidor.
- Escolha o tribunal e o sistema. O limite aparece na hora, com a fonte e a data em que conferimos. Se a tela de anexos do sistema mostra outro valor, use "A tela do sistema mostra outro limite?" e informe o número certo.
- Solte o PDF. Até 3 arquivos por vez. A ferramenta mede cada um e mostra, antes de qualquer coisa, se ele cabe no limite ou em quantas partes vai sair.
- Clique em Preparar. Cada parte é gravada e medida de verdade, em bytes, até caber no limite.
- Baixe as partes ou o .zip. O .zip traz os arquivos na ordem, com o nome corrigido, e um LEIA-ME com a regra usada e a data em que ela foi conferida.

Qual o tamanho de cada parte?
Cada parte fica abaixo de 92% do limite do tribunal escolhido. Na Justiça do Trabalho, onde o limite é de 10 MB, cada parte vai até 9,2 MB. No TJMG, onde usamos 1,5 MB porque as fontes divergem, cada parte vai até 1,38 MB.
A folga existe por dois motivos. Os tribunais não dizem se 1 MB vale 1.000.000 ou 1.048.576 bytes, e a diferença pode deixar de fora um arquivo que parecia caber. Além disso, quem protocola assina o envio, e a assinatura aumenta um pouco o tamanho do arquivo.
A divisão não é feita por número de páginas. Um PDF escaneado costuma ter páginas de pesos muito diferentes: uma folha com foto pesa várias vezes mais que uma folha só com texto. Por isso a ferramenta grava cada parte, mede o resultado e junta o máximo de páginas que cabe na folga. O resultado são poucas partes, todas abaixo do limite.
Quer dividir a cada 10 MB, 5 MB ou outro valor que não está na lista? Escolha "Outro tribunal" e informe o limite que aparece na tela do sistema.
Dividir o PDF estraga o conteúdo?
Não. A divisão copia as páginas como estão: o texto continua pesquisável, as imagens mantêm a mesma qualidade e a ordem das páginas não muda. O que não passa para as partes são os marcadores (o índice lateral de alguns PDFs) e os links que levam de uma página para outra.
Arquivo que já está dentro do limite não é dividido nem alterado. Ele sai com exatamente os mesmos bytes do original, só com o nome corrigido.
Dividir ou comprimir: qual é melhor para protocolar?
Comprimir diminui o arquivo reduzindo a qualidade das imagens. Feito sem cuidado, deixa documento escaneado difícil de ler ou apaga o texto pesquisável. Dividir não mexe no conteúdo, mas aumenta o número de arquivos.
| Dividir por páginas | Comprimir | |
|---|---|---|
| Conteúdo das páginas | igual ao original | imagens recomprimidas |
| Texto pesquisável | mantido | pode se perder |
| Legibilidade de documento escaneado | mantida | pode piorar |
| Assinatura digital do original | não passa para as partes | deixa de valer |
| Número de arquivos | aumenta | continua um |
O anexaprova só divide. Ele não comprime, porque comprimir no navegador sem estragar texto e imagem ainda não é confiável. Se o documento ainda vai ser digitalizado, dá para evitar o arquivo pesado na origem: o TRF1 recomenda digitalizar em preto e branco até 300 dpi e documentos coloridos a 100 dpi, e o STJ recomenda 100 dpi.
O tribunal aceita o documento dividido em partes?
Na Justiça do Trabalho, sim: o Ato Conjunto TST.CSJT.GP.SG.SETIC nº 48/2021 permite expressamente dividir o PDF em partes menores. Na Justiça do Trabalho, no PJe, o limite é de 10 MB por arquivo PDF (conferido em 05/11/2026).
Nos tribunais que usam o PJe, a Resolução CNJ nº 185/2013 diz no art. 13, §4º, que a parte ou o advogado "poderá juntar quantos arquivos se fizerem necessários à ampla e integral defesa de seus interesses, desde que cada um desses arquivos observe o limite de tamanho máximo e formatos previstos". Em outros sistemas a regra muda de um tribunal para outro. No e-SAJ do TJSP, o manual de peticionamento diz que o próprio sistema segmenta arquivos acima de 2 MB, o que não dispensa o limite por documento. Confira a orientação do seu tribunal na tabela de limites dos tribunais, que mostra a fonte de cada regra.
Alguns tribunais também limitam a quantidade de arquivos por peticionamento. O STJ aceita até 30 arquivos e o TRF1, até 40. Quando as partes passam desse número, o .zip separa os arquivos em pastas, peticao_1 e peticao_2, para você protocolar em mais de um envio.
Como ficam os nomes das partes?
Cada parte recebe o nome do documento, sem acento, sem espaço e sem ponto extra, seguido de _parte1de3, _parte2de3 e assim por diante. Com a numeração ligada, o número da ordem vem antes: 01_Laudo_pericial_parte1de3.pdf. Assim a ordem dos arquivos no sistema é a mesma ordem das páginas.
O nome segue o formato mais seguro para todos os sistemas. Se o tribunal pede só letras e números, como o STJ, a ferramenta usa esse formato quando você escolhe o tribunal. Veja os detalhes em nome de arquivo para peticionamento.
Quando dividir não resolve
- Uma página sozinha passa do limite. Dividir não resolve, e a ferramenta não entrega o arquivo: ela diz quais páginas passam do limite. Digitalize essas páginas de novo com resolução menor.
- O PDF tem senha ou restrição. A ferramenta não abre PDF protegido. Gere o PDF de novo sem proteção.
- O PDF está corrompido ou incompleto. Baixe ou exporte o arquivo de novo antes de tentar.
- O PDF tem assinatura digital. As partes saem sem a assinatura do original, e a ferramenta pede sua confirmação antes de dividir. Entenda o motivo em dividir um PDF assinado invalida a assinatura?.